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quarta-feira, 4 de agosto de 2010

A caixa que vira árvore


Imagine se as caixas dos produtos que você compra pela internet em vez de virarem lixo se transformassem em árvores? O micologista americano Paul Stamets, fundad
or da Fungi Perfecti, transformou isso em realidade com a Life Box. A embalagem é feita com papel reciclado e, em suas fibras, foram inseridas centenas de sementes de árvores pré-germinadas, salpicadas com esporos de fungo.

Para plantar, você só precisa molhar a caixa, picotá-la em pedaços e seguir as instruções que estão no site da Lifebox. “Nós estimamos que a cada 100 árvores plantadas, uma sobreviva por mais de 30 anos. Em média, uma árvore de 30 anos pode absorver uma tonelada de carbono”, explica Stamets. A ideia de empresa é que as embalagens contenham sementes adequadas ao local de destino da encomenda.


Em março de 2010, a Fungi Perfecti ganhou o Green Packy Award. O prêmio considerou que a Life Box engloba os três princípios fundamentais do empacotamento responsável, que são: transparência, princípios ecológicos e responsabilidade estendida do produtor.


O novo livro de Al Gore, “Our Choice”, já vem na embalagem criada por Staments.


Aprovada pelo Ministério da Agricultura americano para o plantio em todos os estados dos Estados Unidos e no Canadá, a caixa inteligente ainda precisa ser aprovada em outros países para ser enviada ao exterior. O motivo da precaução é o risco de espalhar espécies de plantas não nativas nessas regiões, o que além de ser arriscado ao meio ambiente, iria contra os princípios da companhia.



Desde a criação da Life Box, mais de 4.716.164 sementes de árvore foram colocadas nos sulcos das caixas. A empresa oferece embalagens para produtos como pizza, sapatos, livros, cds e dvds.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Jean-Michel Cousteau faz palestra amanhã na Fiergs


O ambientalista francês Jean-Michel Cousteau fará uma palestra amanhã, dia 8 de julho, às 9h da manhã, na sede da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul. Ele é considerado um dos principais ambientalistas do mundo. Oceanógrafo, Cousteau se dedica à preservação marinha, divulgando programas socioambientais e dirigindo a ONG Ocean Futures Society, da qual é fundador.



Filho mais velho do legendário ambientalista Jacques Cousteau, Jean-Michel veio a Porto Alegre para participar do ciclo de estudos Fronteiras do Pensamento, onde palestrou na segunda-feira passada. Na conferência, ele fez uma viagem de imersão na natureza, partindo da Amazônia até mostrar os recifes de corais e a dança das baleias.
Para o ambientalista, existe apenas um único oceano: “do alto não existem limites territoriais, muito menos fronteiras aquáticas, tudo faz parte do todo interligado”. Na sua visão, simples ações humanas como esquiar ou tomar um copo d’água interferem no sistema hidrológico, que inclui a água em distintas manifestações e estados físicos.
A palestra de amanhã é promovida pelo Sistema Fiergs, por meio do IEL, através do Programa Estágio Empreendedor, e do Sesi-RS, com apoio do programa Fronteiras do Pensamento.
O ingresso para o evento é 1Kg de alimento não-perecível. As inscrições podem ser feitas pelo fone 0800 51 8555 ou pelo e-mail confirma.eventos@fiergs.org.br.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Honda movido a hidrogênio poderá ser abastecido em casa

Imagine um carro que pode ser abastecido usando apenas luz solar e água da torneira. O que antes parecia coisa de ficção científica, já é realidade na planta da Honda em Torrance, Califórnia. O projeto é chamado de abastecedor caseiro de hidrogênio, e é o único funcionando no mundo atualmente. A ideia é que no futuro a sua casa se torne um posto de abastecimento pessoal e não poluente.


O equipamento foi desenvolvido para abastecer o Honda FCX Clarity e outros veículos movidos a hidrogênio. O sistema usa painéis solares para fornecer energia a uma máquina do tamanho de um mini refrigerador, que absorve o H2O e reparte a sua molécula em gases de hidrogênio e oxigênio. O hidrogênio é então bombeado diretamente para o carro, que usa o gás para gerar a eletricidade que fará o seu motor elétrico funcionar. Sem combustíveis fósseis, sem poluição, sem sobrecarga na rede de energia, e o que é melhor, o usuário realiza todo o processo sem sair de casa.

Outros carros abastecidos com hidrogênio já existem. Fabricados pela GM, Toyota e Mercedez, eles estão disponíveis somente para leasing, assim como o Clarity. A maioria dos usuários está localizada em zonas geográficas específicas, onde existem postos de abastecimento do gás. A escassez desses postos é vista como uma das maiores barreiras para a adoção em massa dos carros.

Das 21 estações de hidrogênio existentes na Califórnia, apenas seis estão em atividade. O custo de instalação é quase o mesmo dos postos de gasolina, entre um e dois milhões de dólares, disse para o Los Angeles Times um representante da Honda.



Na opinião de Tim Brown, pesquisador na área de transporte sustentável da Universidade de Irvine, os veículos evoluíram mais rapidamente que os fornecedores de combustível. Segundo ele, se sua distribuição geográfica for otimizada, 8 estações de hidrogênio garantem o mesmo nível de serviço de 34 postos de gasolina. Honda, Toyota, General Motors, Mercedes e outras montadoras pretendem começar a vender carros movidos a hidrogênio a partir de 2015.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Robin Hood pode salvar o Golfo do México

O ator Kevin Costner, famoso por filmes como Robin Hood, Waterworld e O Guarda-Costas, agora se tornou um herói na vida real. Isso porque ele financiou o desenvolvimento de uma máquina que pode ser a salvação para o desastre ecológico causado pelo vazamento de óleo da British Petroleum no Golfo do México.


Após um pronunciamento do ator diante do Congresso dos Estados Unidos, a petroleira encomendou 32 centrífugas produzidas pela empresa de Costner.

O equipamento separa a água do petróleo, purificando até 97% do líquido contaminado. As máquinas, que pesam cerca de 2 toneladas, podem ser levadas até o local do vazamento por barcos de pesca. O modelo maior, o V20, limpa 200 galões de água por minuto. Uma vez feita a separação, o óleo é armazenado em tanques. O equipamento pode remover 2 mil barris de petróleo por dia.


A máquina foi desenvolvida durante 15 anos pela Ocean Therapy Solutions, empresa financiada por Costner, que colocou mais de US$ 20 milhões do seu próprio bolso no projeto. Entre os cientistas envolvidos no projeto está o irmão do ator, Dan Costner.

Estima-se que o vazamento despeje 40.000 barris de óleo nas águas do golfo a cada 24 horas.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Sucesso Sustentável

Um homem de negócios que se preocupa mais com o futuro do planeta do que com os lucros de sua empresa. Parece jogada de marketing, mas não é o caso quando se fala de Yvon Choinard. Proprietário da Patagônia , marca de equipamentos e roupas para esportes e aventura, este norte-americano de 71 anos é um pioneiro do ativismo ecológico. Décadas antes de se pensar em produção sustentável, Chouinard já aplicava a reutilização de materiais.


Desde 1996 a Patagônia só usa algodão orgânico na produção de suas roupas. Hoje, empresas como Nike e Timberland já estão fazendo uso do tecido. Já a Wal Mart, maior varejista do mundo, está aprendendo com Chouinard a se tornar uma empresa ecologicamente correta.


Logo na entrada da fábrica da Patagônia, na Califórnia, tem um quadro com as condições do mar. Se elas forem boas, os funcionários são liberados para irem surfar. A companhia também foi uma das primeiras dos Estados Unidos a ter creche para os filhos dos trabalhadores.

Nos anos 1980 Chouinard decidiu doar um por cento do seu faturamento para organizações que lutam pela preservação do planeta. Dessa ideia surgiu a Fundação One Per Cent For The Planet, que hoje conta com a participação de mais de 1200 empresas.


Apesar de ser um grande crítico do capitalismo selvagem, Chouinard conseguiu se tornar um empresário de sucesso. Usando seus métodos pouco ortodoxos e colocando sempre o meio ambiente em primeiro lugar, ele criou uma empresa que é avaliada pelo mercado em meio bilhão de dólares. Nada mal para quem queria apenas ter dinheiro para poder surfar e fazer escaladas.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Easy riders sustentáveis.

Fazer uma viagem do Alaska até a Terra do Fogo de carro, já é uma aventura e tanto. Agora, imagine fazer isso em um veículo elétrico, conversível e desenhado originalmente para as pistas de corrida. Pois é exatamente essa ideia que estudantes de engenharia da Inglaterra estão colocando em prática. A intenção deles é simples: mostrar para o mundo que carros elétricos também podem ser rápidos, bacanas e percorrerem longas distâncias.

O nome da equipe, criada pelos alunos do Imperial College de Londres para cruzar a rodovia Pan Americana, é Racing Green Endurance. “Ainda há a percepção que os EVs (veículos elétricos) são de alguma maneira inferiores aos seus concorrentes de combustível fóssil. Existe sempre uma desculpa ‘eu compraria um, mas eles só andam alguns quilômetros…. Eles não são realmente zero carbono… eles demoram muito para carregar’. Essas são as percepções que nós queremos mudar”, disse à revista Wired.com o porta-voz do grupo. O problema da autonomia é, de fato, uma das principais dificuldades que as montadoras enfrentam para tornar os EVs populares.

O nome escolhido para o carro foi SRZero. Ele nasceu como um SR8,  modelo fabricado pela Radical Sporstcar para as pistas de alta performance. Apesar de parecer estranho, o veículo se prestou para a transformação, uma vez que seu chassi tubular  facilitou a colocação das baterias, e seu pouco peso ajudou a maximizar a autonomia. Além do aspecto prático, o fato do SRZero ter a aparência de um carro de corrida ajuda bastante na divulgação do projeto, uma vez que chama muito mais a atenção do público do que um 4x4, por exemplo.

O motor original V-8, 2.6 litros de 6 marchas cedeu espaço a dois motores de Fluxo Axial AC sincronizados. Eles produzem 72 kilowatts (96.5 hp) contínuos, ou 144 kilowatts (193 hp) funcionando no limite. O carro pesa 1.100 quilos, dos quais 550 são da bateria. A autonomia do veículo é de 400 quilômetros, usando uma bateria de lithium-ferro fosfato de 56 kilowatt-hora. Para se adaptar à estrada, o SRZero teve seu chassi modificado e sua altura do chão foi aumentada. A carroceria é feita com fibra de carbono. Segundo Hadland, o carro é bastante confortável, mesmo depois de horas atrás da direção.

O projeto começou em janeiro de 2009 e tem o patrocínio da Radical e da Thundersky, entre outros. Os alunos também contam com o apoio do Imperial College. Para cruzar as fronteiras da América sem enfrentar problemas, os ingleses já fizeram contato com autoridades locais, inclusive alguns embaixadores.



Quando ao fato de viajarem 25 mil quilômetros em um carro sem capota, eles não parecem preocupados. “Temos jaquetas quentes e capacetes”, explica Hadland. A viagem  começará dia 8 de julho em Prudhoe Bay, no Alaska, e deve terminar três meses depois na Terra do Fogo.