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sábado, 31 de julho de 2010

Um caixa eletrônico mais humano



Se você é daquelas pessoas que passa trabalho toda vez que precisa usar o caixa eletrônico, fique sabendo que alguém pensou no seu drama. No início de 2007, o banco espanhol BBVA percebeu que era hora de repensar o seu serviço de auto-atendimento e chamou a consultoria de design e inovação IDEO. A ideia não era automatizar ainda mais as máquinas e sim torná-las mais humanas.

O primeiro passo do projeto foi ouvir o que as pessoas tinham a dizer sobre suas idas ao banco. “Nós observamos dicas sutis e comportamentos que mostraram quais eram as necessidades não atendidas pelos equipamentos”, explica o pessoal da IDEO.


Depois de dois anos veio o resultado, um serviço mais prático, fácil e personalizável. O BBVA instalou 5 máquinas piloto em 2009 e, para 2010, o banco pretende colocar o novo equipamento em todas as suas agências na Espanha.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Escola com “E” maiúsculo

Casado com Fernanda, pai de Nina e Bento, Felipe Anghinoni é um cara que nunca aguentou ficar fazendo a mesma coisa durante muito tempo. Depois de fazer de tudo um pouco dentro da publicidade, trabalhando como redator, atendimento, planejamento e na prospecção de novos negócios, ele resolveu se juntar ao amigo Tiago Mattos para fundar a Perestroika .


Nada convencional, a escola ensina coisas como poker, gastronomia, arquitetura efêmera, moda, criação publicitária e tem cursos com nomes pra lá de inusitados como Molotov e Mothetfucker. Apesar de serem bastante diferentes, todos eles têm um ponto em comum que é a criatividade. Segundo o publicitário, mesmo que eles ensinassem cálculo, seria de uma forma criativa.

A Perestroika ajudou a aplacar a sua necessidade de estar sempre se reinventando, se reformulando. No novo negócio ele acaba sendo um pouco empresário, um pouco professor, um pouco publicitário.“Com a escola eu pude exercer mais integralmente essa característica multidisciplinar que já tinha me acontecido antes. Eu ficava meio angustiado de estar fazendo a mesma coisa durante muitos meses, então essas mudanças que eu fazia dentro da mesma empresa, mas mudando radicalmente de área de atuação, hoje na Perestoika é algo que eu faço todos os dias, fazendo coisas diferentes, rotina zero.”

Anghinoni explica que ele e Tiago também tem a intenção de fazer escola com “E” maiúsculo, no sentido de deixar um legado, desenvolver uma corrente de pensamento. “Não é muito fácil definir, ao mesmo tempo que somos uma escola, nós produzimos curtas, editamos livros, organizamos copas de futebol, montamos um grupo de comédia, fazemos mostras de arte. A gente tenta fazer coisas, além de ensinar. Isso faz parte de um formato contemporâneo de como as coisas estão acontecendo nas empresas, na vida das pessoas”, diz .

Ele está em um ponto de sua vida em que fica difícil separar o que é trabalho e o que é lazer . Tanto é que um projeto de stand up comedy iniciado dentro da escola, acabou se tornando um hobby que o inquieto empresário passou a levar a sério. A coisa ganhou uma proporção tal que no ano passado ele fez 40 apresentações de seu show de comédia pelo Estado. Atualmente, no entanto, as horas vagas estão raras e as piadas acabaram ficando de lado.

O diretor da Perestroika está sempre ligado nas novidades tecnológicas que aparecem, principalmente aquelas que permitem uma maior conectividade social. Ele reconhece que passa o dia inteiro ligado ao Facebook e ao Twitter , seja no computador, seja no iPhone. “Tenho amigos que eu só falo pelo Facebook, outros só pelo msn, ou pelo Twitter. Essas redes sociais já estão incorporadas à minha pessoa. Eu acho que isso aí permite que a tua teia de conexões se multiplique por muito.” Anghinoni também usa muito o Twitter para se comunicar com os alunos e com as pessoas interessadas nos cursos da Perestroika.



Na opinião do publicitário, as novas tecnologias criaram uma nova maneira de se fazer propaganda. Segundo ele, a publicidade hoje deve ser mais ativa, mais relevante na vida das pessoas, gerar mais engajamento. Deve ser menos uma propaganda em exposição, e mais uma propaganda em atividade, viva, orgânica. “E são esses conceitos que nós tentamos transmitir nas nossas aulas.”

Mais de 1.500 alunos já passaram pela Perestroika. Os cursos mais procurados são o Molotov (Criação I), o Superstylin’(moda) e o True Consumer (comportamento do consumidor). O nome da escola veio do russo, e significa literalmente “Reconstrução”.

Felipe explica o porquê da escolha: “A gente entende que o processo criativo tem tudo a ver com o processo de desconstruir e reconstruir, pois raramente criamos algo totalmente novo. Sempre partimos das nossas referências, das coisas que a gente já viu na vida, das coisas que outras pessoas já criaram.”

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Um aliado da tecnologia

Fernando Paradeda é daquelas pessoas inquietas por natureza. Três vezes campeão mundial de Jiu Jitsu, atualmente ele se dedica mais aos negócios do que ao tatame. Sócio da Sul Jiu Jitsu, da fabricante de quimonos Desert, e da Abu Dhabi Pro, ele ainda encontra tempo para presidir a Federação Gaúcha de Jiu Jitsu e ser diretor da FIJJA, federação internacional da modalidade.

Para conciliar todas essas atividades, Fernando está conectado o tempo todo, seja através da internet ou de um dos seus aparelhos celulares. Curioso por tecnologia, ele está sempre atrás das últimas novidades. Atualmente, usa dois aparelhos Blackberry e um Nextel. “O Nextel é muito útil quando estou viajando. Com ele eu posso falar com a minha família e seguir administrando os meus negócios, mesmo estando em outro país”. Quando está em seu escritório, Paradeda usa muito o Skype, principalmente para falar com o pessoal de Abu Dhabi. No dia dessa entrevista, a internet de Fernando estava for a do ar. “Passei o dia sem conexão. É incrível, sem internet a gente perde o contato com o mundo”.



Ele é um dos organizadores das seletivas brasileiras para o Abu Dhabi Pro, campeonato que é uma espécie de copa do mundo do Jiu Jitsu. Paradeda também trabalha em um programa desenvolvido no emirado árabe que introduziu o Jiu Jitsu como atividade obrigatória nas escolas. Vários professores formados na sua academia estão participando do projeto.

Na opinião do empresário, que há alguns anos parou de lutar profissionalmente, não se ganha dinheiro no tatame. “Meus mestres (Walter Mattos e Zé Mario Sperry) me ensinaram que o Jiu Jitsu não dá grana, mas através dele fazemos um network que nos abre várias portas no mundo dos negócios.

Um exemplo prático disso é a fábrica de quimonos Desert. “Recentemente fizemos a maior exportação de quimonos da história. Mandamos 11 mil quimonos para os Emirados Árabes”, conta Fernando sem esconder a satisfação.


 Nas horas de lazer, Paradeda gosta de fazer Kitesurf. Surfista e vindo de uma família de velejadores, ele começou a praticar o esporte há 4 anos, sendo um dos pioneiros do estado. “Hoje em dia o mais difícil é arranjar tempo, mas sempre que posso e tem vento vou para Osório ou Tramandaí fazer um kite”. E até quando está na água Fernando continua conectado com a tecnologia. Através do H2O Áudio, equipamento que funciona como uma caixa estanque impedindo a entrada de água, ele pode ouvir o seu iPod enquanto veleja.


A fala tranqüila e fluente de Paradeda parece ser contraditória com a sua personalidade agitada, sempre em busca de novos horizontes e desafios. Mas se você lembrar que se trata de um seguidor de uma arte oriental, vai perceber que tudo faz sentido. E talvez seja esse o grande segredo da sabedoria dos orientais, transformar ansiedade em proatividade e sabedoria.