Além de ser produzido com a cana-de-açúcar, uma matéria prima 100% renovável, o plástico verde ajuda a reduzir as emissões de carbono. Para cada quilo de polietileno verde produzido, estima-se que 2,5 quilos de carbono são retirados da atmosfera. Isso ocorre porque a cana-de-açúcar retira gás carbônico da atmosfera para produzir a sacarose que dá origem ao etanol.
Para se ter uma noção, a produção de um quilo de plástico comum, feito com petróleo, emite 2,5 quilos de carbono na atmosfera.
Mas apesar de ser produzido de maneira ecologicamente correta, o plástico verde não é biodegradável. Se for jogado na natureza, ele vai levar o mesmo tempo que o polietileno comum levaria para se decompor. Mas segundo a empresa, o produto pode ser reciclado como qualquer outro plástico.
A Braskem não divulga quanto a novidade vai custar, mas o mercado estima que o preço da resina sustentável seja até 30% maior que o da convencional. Mesmo sendo mais caro, dois terços da produção da nova fábrica já estão com as vendas garantidas. Aproximadamente 70% do material vai embarcar para o exterior, principalmente para Europa, Japão e Estados Unidos. Segundo a petroquímica, empresas como Natura, Procter & Gamble, Tetra Pak e Johnson & Johnson fizeram encomendas do produto.
O plástico verde tem as mesmas propriedades e aparência de um polietileno comum. Por isso ele pode ser aplicado na fabricação de qualquer produto que usa esse tipo de polímero: frascos, embalagens, sacolas, peças de automóveis e móveis. A semelhança é tão grande que, para diferenciá-lo, a empresa vai colocar um selo onde se lê "I'm Green" (Sou Verde, em inglês).
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